Marketing, em seus momentos de mudanças.

Marketing

Distraído caminhava lentamente pelos corredores do shopping mais famoso da cidade, meio zumbi e sonolento observava, mais sem prestar muita atenção, as lojas e suas ofertas, até que finalmente resolvi sentar e esperar descansando  que minha  querida esposa terminasse sua peregrinação as dezenas de lojas a procura do presente ideal que precisaríamos comprar.

Fiquei sentado exatamente em frente a uma loja extremamente diferente das demais, a começar pelos vendedores, cheios de Tatuagens, piercing, cabelos Rastafári, carecas, Black Power, meninas com mechas vermelhas, verdes, azuis. os assessórios que usavam eram bastante coloridos, alem de muito preto e branco,  usavam acessórios de todos os tamanhos grandes e pequenos.

Um som relativamente alto tocava dentro da loja e a maioria dos vendedores dançavam e requebravam descontraidamente (apesar da dificuldade que tinha em  distinguir quem era vendedor e quem era cliente).

Passei a concentrar minha observação na vitrine e nos artigos que vendiam… Fiquei particularmente intrigado, roupas que fugiam do normal e do habitual, tênis dentro do mesmo raciocínio, CD’s  de bandas que nunca tinha ouvido falar, tudo na loja representavao novo, o diferente , o inusitado…. Simplesmente o Máximo.

Lembrei-me imediatamente de todos os artigos e livros a respeito de qualidade de atendimento, onde se pretende definir uma fórmula mágica em se tratando de recebimento, cumprimentos, apresentação e fechamento das vendas. Formulas mágicas que agora pareciam meio sem sentido e no mínimo desatualizadas.

O cliente é soberano… Devemos oferecer aquilo que ele quer, do jeito que ele quer e onde ele quer, ao preço que ele pode pagar e no formato que lhe agrade.

Fiquei estudando o método  ( que realmente funcionava) do atendimento habitual na loja, e percebi que ao invés do tradicional aperto de mão e  o manjado “Bom dia Senhor” ou o “Posso ajudar”,  foram substituídos pelos “E ai cara” ou só “E ai”,  ao final um tapinha nas mãos e um soco alternadamente era o cumprimento final e um “Valeu” selava uma boa venda e a certeza de ter tido um excelente atendimento que culminou numa venda e na satisfação da necessidade do cliente.

Foi uma aula bastante rica, de que não existe um caminha único a ser seguido, ainda mais quando falamos em consumidor e sua forma de consumir, pensei na diversidade, nos incontáveis perfis de clientes de nichos, e de mercados existentes.

Imagine uma loja Gospel, uma saparia chique, lojas esportivas, restaurantes,  cafés, academias, teatros, lanchonetes, bancas de revista, açougues, postos de gasolina, sites, banners e uma infinidades de processos de comunicação e atendimento com o mercado, cada um com uma linguagem distinta, uma necessidade especifica e uma percepção totalmente diferenciada de qualidade e de satisfação.

Assim sendo só poderemos atingir nosso cliente o conhecendo muito bem, entendendo suas necessidades e seus desejos,  criando bens e serviços que venham de encontro as expectativas. Imagine qual a dificuldades que teríamos em vender uma aspirina para quem esta com uma enorme dor de cabeça?  Nenhuma, não é verdade! Isto porque neste caso atendemos exatamente aquilo que o consumidor precisa, assim tem de ser nosso atendimento e nosso produto, uma solução, um prazer.

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Marketing
Colaborador: Prof. Manoel Neto
Instituição: Unifacs – Universidade de Salvador / Graduação e Pós Graduação

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